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junho 15, 2019

Trabalho voluntário: como doar seu tempo por um mundo melhor?

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Você já fez algum tipo de trabalho voluntário? Pelo menos um em cada cinco brasileiros fizeram algum tipo de trabalho voluntário de acordo com o World Giving Index 2017, um estudo realizado globalmente pela Charities Aid Foundation. Se você pensa em começar um trabalho voluntário e pensa em como doar o seu tempo por um mundo melhor, continue a leitura!

O que é voluntariado?

A Organização das Nações Unidas (ONU) define o voluntariado como: atividade feita por uma pessoa que, devido a seu interesse pessoal ou ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, organizadas ou não, de bem estar social ou outros campos.

Muitas pessoas procuram o voluntariado como uma forma de fazer o bem e compartilhar seus conhecimentos como forma de tornar o mundo melhor. A vontade de compartilhar gera uma corrente do bem que ajuda as pessoas a voltarem a ter sua cidadania e seus direitos respeitados e, com isso, possam resgatar a autoconfiança, alegria, automotivação e também seu amor-próprio.

O que não falta são opções para começar o seu voluntariado! Por isso, selecionamos a seguir iniciativas bacanas e descomplicadas para quem procura dar suporte a animais, crianças, idosos e moradores de rua.

SUGESTÕES DE ONGS

  • SOCIAL

Entrega por SP

A proposta do Entrega por SP é simples: conversar com moradores de rua no caminho. Cada voluntário carrega consigo um kit de presentes com escova e pasta de dentes, garrafa d’água, par de meias, sabonete, sanduíche, bolachas, roupas e cobertores, para facilitar o papo e prestar uma assistência a quem precisa.

O projeto nasceu em 2013, após um estudante ficar sabendo de mortes por causa do frio na rua e, hoje, ele é sustentado com doações e uma equipe comprometida.

As saídas para as ações costumam ocorrer à noite na Praça Horácio Sabino, na região do Sumaré, onde os voluntários iniciam os trabalhos ao montar mais de 1.000 estojos, lembrando que menores de 18 anos só conseguem participar dessa etapa, pois o roteiro pode tomar toda a madrugada.

TETO

Desde que desembarcou por aqui, em 2007, a organização chilena Teto caiu no gosto de estudantes paulistanos. O objetivo da entidade de superar a pobreza foi estabelecido em 1997, após um padre jesuíta mobilizar pessoas para reconstruir uma vila afetada por um terremoto.

Presente em cinco estados do Brasil e com mais de 900 voluntários fixos, a iniciativa realiza por ano cerca de oito ações na capital (com vagas esgotadas em meros cinco minutos).

Em um dos programas, leva 300 interessados em erguer — com muito suor e sem medo de se sujar — quarenta residências de madeira em algumas das 25 comunidades atendidas, como Vila Nova Esperança e Jardim Palanque.

O pessoal pega firme no martelo e em outras ferramentas e chega a dormir em escolas públicas da região. Em compensação, conhece as famílias beneficiadas e vê na hora a satisfação do lar novo em folha.

“Vamos a lugares onde a pobreza é muito nítida. Não há saneamento básico, eletricidade nem água potável”, diz Nina Scheliga, 29, diretora do programa. “Também trabalhamos ao longo do ano para beneficiar o entorno, com planos de melhorar o conjunto.”

  • MEIO AMBIENTE

Greenpeace

É impossível pensar em uma organização do segmento de meio ambiente sem o famoso Greenpeace, ele atua internacionalmente com ações focadas na preservação do meio ambiente. Suas campanhas são sempre bastante impactantes e ganham força com protestos, abaixo-assinados e o trabalho dos ativistas espalhados pelo mundo.

Em 2008, quando ainda era universitário, o biólogo marinho William Schepis decidiu criar um instituto contra a poluição ambiental, com foco em áreas de mangue e praias do litoral paulista. Desde então, o EcoFaxina reúne uma vez por mês mais de trinta voluntários.

WWF

A WWF está no mesmo segmento que o Greenpeace, direcionando suas ações para as questões ambientais e a conservação da biodiversidade no planeta. Algumas de suas propostas no Brasil são voltadas para a preservação de animais em risco, entre elas a adoção simbólica de espécies como a Arara-Azul e o Boto-cor-de-rosa.

  • ANIMAL

Cãominhada

O Centro de Controle de Zoonoses em São Paulo promove todos os domingos de manhã a “Cãominhada“, um evento onde monitores e voluntários passeiam com os cães que estão na entidade a espera para serem adotados. É preciso ser maior de 18 anos e seguir algumas regras definidas pela associação para segurança dos cães e dos humanos.

Patas Therapeutas

Também presente na capital paulista, a ONG Patas Therapeutas propõe levar animais de estimação e seus tutores para participar de sessões de atividades assistidas em hospitais e associações responsáveis por crianças e idosos.

Ampara Animal

A Ampara Animal é uma das famosas entidades de proteção aos bichos, domésticos e silvestres, no País. Queridinho de famosos, o coletivo não tem abrigo, mas ajuda dezenas de organizações e protetores cadastrados, distribuindo ração e medicamentos.

A equipe, formada principalmente por mulheres e presidida por Juliana Camargo, coordena eventos de adoção, atrações beneficentes, campanhas de conscientização e mutirões de castração e vacinação (dispõe, inclusive, de um ônibus adaptado para isso).

Pelas contas dos organizadores, em oito anos de atividade, mais de 1 milhão de bichos foram beneficiados.

É importante reforçar que ser voluntário não significa não estabelecer relações descompromissadas. Quem doa seu tempo, deve dedicar-se por inteiro como a que são utilizados em uma atividade profissional remunerada, por exemplo. Isso vai desde ter uma frequência até ao cumprimento de normas e princípios éticos da organização social.

Agora que sabe um pouco mais sobre o trabalho voluntário nos conte nos comentários abaixo com qual iniciativa mais se identificou e se você já exerce esse papel. A quem ainda não for, fica aí a oportunidade!